25/11/2021 às 10h52min - Atualizada em 25/11/2021 às 10h52min

Programa de Saneamento Rural de Itabira beneficia comunidades com fossas biodigestoras

Em comemoração ao Dia do Rio, comemorado nessa quarta-feira (24), a Secretaria de Meio Ambiente abordou o tema durante palestra realizada no auditório na Mata do Intelecto

Coordenadoria de Comunicação PMI
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Por meio de um trabalho conjunto entre setores, a Prefeitura de Itabira deu início, neste segundo semestre, ao Programa de Saneamento Rural – Desenvolvendo Comunidades. A proposta visa beneficiar comunidades do município com instalações de fossas biodigestoras. Detalhes do projeto foram apresentados nessa quarta-feira (24), Dia do Rio, por representantes das Secretarias do Meio Ambiente, Agricultura e Abastecimento (SMAA); Obras, Transporte e Trânsito (SMOTT); e Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Itabira (Saae), que compõem o grupo de trabalho criado para executar as atividades do programa.

Os benefícios e a necessidade de garantir abastecimento de água potável e esgotamento sanitário para as comunidades rurais é o objetivo central do programa. Durante o evento no auditório da Mata do Intelecto, o programa foi explicado pela diretora técnica operacional do Saae, Maria Edduarda Fonseca, e pelo engenheiro sanitarista e ambiental também do Saae, Jorge Borges, que ainda é presidente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba. "Para pensarmos em sanemaneto básico, temos que começar pela história, entender a evolução da humanidade. Como era feito antes e como vamos fazer agora. Perceber o crescimento populacional, que está ligado ao sistema de seneamento sanitário", disse Jorge Borgues, que trouxe o contexto histórico como principal abordagem da discussão. 

De acordo com o superintendente de Meio Ambiente da SMAA, Diego Pimenta, que participou da conversa, a finalidade do programa é capacitar os moradores das comunidades rurais para que sejam capazes de construir fossas biodigestoras. “Nós vamos ministrar oficinas para que os moradores possam fazer as fossas, que vão separar, dentro da casa, a água de pia e chuveiro da água de esgotamento sanitário. Essa separação faz com que haja um tratamento destas águas e o despejo não polua os rios”, esclarece Diego Pimenta.

O Programa de Saneamento Rural está sendo construído da seguinte maneira: a priori, o grupo de trabalho criou um ranking das comunidades que necessitam do serviço para definir em qual delas o programa começaria as atividades. Foram adotados critérios de avaliação, considerando, por exemplo, se a comunidade é quilombola, se há abastecimento e tratamento de água e esgoto, se está inserida em manancial de abastecimento público, entre outros critérios. A partir dessa lista, foi definido que a comunidade quilombola Morro Santo Antônio seria a primeira beneficiada com o programa.

“Nós já iniciamos as tratativas para a implantação do programa, fizemos reuniões com a associação comunitária para explicar o projeto, visitamos todas as nascentes que abastecem a comunidade, além de fazer o mapeamento dessas áreas. Ainda, foi feita a análise da água. Com isso, constatou-se que a comunidade pode continuar utilizando a água da nascente com tratamento simples de cloração, mas o esgotamento ainda é precário”, reforçou o superintendente de Meio Ambiente.

As fossas serão construídas pelos moradores da comunidade, que participarão de oficinas que ensinam como construir a estrutura, um sistema de esgoto sanitário enterrado no solo. Tanto a atividade educativa quanto o material serão oferecidos pelas secretarias envolvidas no projeto. A expectativa é que aproximadamente 50 fossas biodigestoras estejam prontas até março de 2022 no Morro Santo Antônio. As oficinas estão previstas para começarem na comunidade quilombola no próximo mês.

“Nós estamos na fase de cotação e compra dos materiais. A comunidade vai executar essas fossas junto com o grupo de trabalho. Alguns moradores da comunidade já fizeram o curso da Emater sobre o tema e serão essenciais como mão de obra do programa. Hoje, apesar da captação estar limpa, a comunidade devolve para o rio esse esgoto e a meta do programa é acabar com isso”, completou Diego Pimenta.

por Coordenadoria de Comunicação


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