13/09/2021 às 11h17min - Atualizada em 13/09/2021 às 11h17min

Ato anti-Bolsonaro de MBL e VPR fracassa sem PT

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Foram vazias as manifestações convocadas para o domingo em todo o país pelo Movimento Brasil Livre e Vem Pra Rua, pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Na Avenida Paulista, segundo os cálculos da Secretaria de Segurança Pública, havia cerca de seis mil pessoas. Na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, não chegou a mil. O MBL chegou a suavizar seu discurso — inicialmente o slogan era Nem Lula, Nem Bolsonaro — e assim atraiu parte da esquerda: PDT e PCdoB estavam presentes, assim como a UNE e a UJS. (Poder 360)

Lideranças políticas não faltaram. “Para fazer o impeachment e proteger a democracia brasileira temos que juntar todo mundo”, disse na Paulista o ex-ministro Ciro Gomes, candidato à presidência pelo PDT. “Ainda há tempo para o PT amadurecer. Quem for democrata tem que entender que o impeachment é a a única saída. Precisamos fazer um acordo com a direita e um centro democrático.” Também foram o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) e os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Alessandro Vieira (Cidadania-MA). (Globo)

O governador paulista João Doria, pré-candidato tucano ao Planalto, também cobrou a presença do PT. “Temos que estar juntos e formar uma grande frente democrática”, argumentou no carro de som. Mas defendeu a manifestação. “Não é algo feito com ansiedade. Esse é o primeiro movimento a partir da liberação da quarentena.” (Estadão)

Igor Gielow: “O domínio da entropia parece se consolidar pelo país. Jair Bolsonaro fez sua tentativa malograda de autogolpe no dia 7 de Setembro, um fracasso retumbante em diversos aspectos. Animada, a oposição à direita tentou turbinar seus protestos já programados para este domingo, confiante em que a bizarra tentativa presidencial de emparedar o Poder Judiciário faria a classe média que apoiou em parte a rua de 2013 e a tomou em 2016 voltasse a dar as caras. Fracassou, como qualquer pessoa com visão razoável perceberia ao examinar as imagens da avenida Paulista. A oposição de centro-direita a Bolsonaro não tem musculatura para removê-lo por instrumentos considerados aceitáveis, como o impeachment. A esquerda liderada pelo PT, paradoxalmente, além do raquitismo estrutural, prefere ver o presidente na cadeira — e de joelhos. O que existe mesmo é um impasse, ora incontornável.” (Folha)

Coluna do Estadão: “Bolsonaristas e petistas se uniram nas redes sociais para apontar o suposto fracasso dos protestos contra o presidente, que tiveram pouca gente nas ruas, mas pesos-pesados da política nos carros de som em São Paulo, como havia muito tempo não se observava em um ato. Ficaram evidentes duas lições: 1) o PT, por ora, não aceita alternativa que não seja a união em torno de sua liderança e da campanha de Lula; 2) o ato teve o tamanho do MBL e foi um retrato das dificuldades da terceira via.” (Estadão)


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