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21/01/2022 às 09h31min - Atualizada em 21/01/2022 às 09h31min

Café com Cultura

21 a 28 de Janeiro 2022

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Cultura

“De que planeta você veio”, indagou Ary Barroso em 1953, ironizando a aparência de uma cantora negra e pobre em seu programa Calouros em Desfile. “Do Planeta Fome”, respondeu Elza Soares (Spotify), então com 23 anos. Essa irreverência, somada ao talento incomum, marcou uma longa carreira que se encerrou ontem, com a morte da cantora, aos 91 anos. Elza não estava brincando na resposta a Ary.

Àquela altura já era viúva, perdera para a desnutrição dois filhos recém-nascidos e tivera outra sequestrada — só a reencontraria 30 anos depois. Mas o sonho de cantar era maior. O sucesso viria em 1959, com o samba Se Acaso Você Chegasse (Spotify).

Graças à experiência como crooner nos anos 1950, Elza também dominava o jazz e a Bossa Nova, e logo era uma artista reconhecida internacionalmente. Ao longo dos anos 1970, emplacou sambas tradicionais de sucesso, como Salve a Mocidade (Spotify), mas entrou na década seguinte no ostracismo. Voltou aos holofotes graças a Caetano Veloso, com quem cantou Língua (Spotify), do álbum Velô, de 1984. Em 1999, a BBC inglesa a escolheu A Voz Brasileira do Milênio. Era suficiente? Não, Elza manteve intensa produção, interagindo com artistas de todos os estilos e gerações.

“Eu sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante”, brincava. Lançou seu último trabalho em 2019, chamado exatamente Planeta Fome (Spotify). “O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo”, dizia. Segundo a família, ela morreu em casa, de causas naturais. (g1)

Elza produziu até o fim. Literalmente. Dois dias antes de morrer gravou um DVD de memórias e ainda deixou prontos dois documentários e um álbum de canções inéditas falando da crise política brasileira, previsto para agosto. “Elza queria lançar este álbum antes da eleição presidencial, e a vontade dela será cumprida”, diz Pedro Loureiro, empresário da cantora. (Folha)

“Deusa”, “guerreira, “gigantesca”. Com palavras assim, todas justas, fãs e colegas usaram as redes sociais para lamentar a morte da estrela. (UOL)

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, decretou luto oficial de três dias pela morte da cantora, e o governador Cláudio Castro ofereceu o Theatro Municipal - que, apesar do nome, é do estado - para o velório. (Metrópoles)

Ponto final. Elza morreu no mesmo dia, exatos 39 anos depois, de Mané Garrincha, craque das copas de 1958 e 1962, com quem foi casada entre 1966 e 1982 e que sempre considerou seu grande amor. (g1)

Outra perda foi a morte na noite de ontem do cantor e ator americano Meat Loaf (Spotify), aos 74 anos. Em seis décadas de carreira, o artista, que nasceu Marvin Lee Aday, vendeu mais de cem milhões de discos, a maioria de sua opus magna Bat Out Of Hell (Spotify), de 1977 – até hoje são vendidas 200 mil cópias do álbum por ano. Foi um sucesso improvável, um disco cuja faixa título tinha quase dez minutos (Spotify e YouTube ao vivo) e foi tocada em todas as rádios. Mas ele era um rock star improvável, obeso a ponto de adotar como nome artístico o cruel apelido “Bolo de Carne”. Começou como ator de teatro, fazendo The Rocky Horror Picture Show tanto nos palcos quanto na versão cinematográfica de 1975, e atuou também em Clube da Luta, de 1999. Foram 12 álbuns e mais de 50 participações em filmes e programas de TV, além da inspiração para todos os meninos gordinhos que algum dia sonharam com o estrelato. (New York Times)


Para viver a protagonista de seu curta Uma Paciência Selvagem Me Trouxe Até Aqui (trailer), a cineasta e militante LGBTQIA+ Érica Sarmet queria uma atriz lésbica ou bissexual assumida na faixa dos 50 anos. “A gente tinha até feito piada. Estava superdifícil encontrar atriz assim, mas cantora tinha um monte, né?”, conta Sarmet. E foi a solução. Zélia Duncan ficou com o papel e contracena com Bruna Linzmeyer no filme, selecionado para o Festival Sundance, que começou ontem. Um dos desafios da diretora foi filmar uma cena de sexo entre (várias) mulheres que fosse excitante, “mas sem recorrer a esses enquadramentos machistas e a certos códigos da pornografia”. (Folha)

Além de apelido de um personagem de Aldir Blanc e (por isso) nome de um bloco carioca, “simpatia é quase amor” foi o passaporte dos Beatles (Spotify) para o sucesso. Viralizou no Twitter um vídeo no qual George Martin (1926-2016), produtor dos Fab Four, conta para a netinha seu primeiro encontro com a banda. “Quando ouvi o que eles estavam fazendo, me parecia bom, mas não brilhante”, diz ele. “Mas a magia veio quando eu comecei a conhecê-los, porque eles eram pessoas extraordinariamente boas. Se eu sentia isso, os outros também sentiriam, e isso os tornaria bastante populares”. Encantado com os rapazes, Martin produziu o single Love Me Do (Spotify), e, bem, o resto é História. O vídeo foi publicado pelo também produtor Giles Martin, filho do “quinto Beatle”. (Estadão)

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Cotidiano Digital

A tecnologia 5G já está aí para revolucionar a forma como a internet se integra a nossas vidas. Mas não para todos. No Brasil, somente 1% dos municípios já têm leis que viabilizem a implementação da tecnologia. Um dos principais problemas é a legislação de instalação de antenas. “Como a nova tecnologia precisa de cinco vezes mais antenas que o 4G, a infraestrutura existente pode não ser suficiente para todas as fases futuras”, explica Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel). Entre as capitais, somente Rio, Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Palmas e Porto Alegre já adequaram a legislação. (CNN Brasil)


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