09/09/2021 às 16h15min - Atualizada em 09/09/2021 às 16h15min

Bolsonaro almoça com ex-presidente Michel Temer em Brasília

Presidente mandou avião oficial buscar Temer em São Paulo para conversar sobre crise institucional. Chefe da AGU, Bruno Bianco também participou de reunião.

Delis Ortiz, TV Globo
https://g1.globo.com/politica/noticia/2021/09/09/bolsonaro-almoca-com-ex-presidente-michel-temer-em-brasilia.ghtml

O presidente Jair Bolsonaro almoçou nesta quinta-feira (9) com o ex-presidente da República Michel Temer (MDB), em Brasília. O encontro foi motivado pela crise institucional entre os poderes, agravada pelos ataques de Bolsonaro nos discursos do 7 de Setembro.

Segundo apurou a TV Globo, Bolsonaro não apenas convidou, mas enviou um avião da frota presidencial para buscar Temer em São Paulo. O ex-presidente chegou à capital federal por volta das 11h30.

Até as 15h30 – quatro horas depois –, Bolsonaro seguia reunido com Temer e com o advogado-geral da União, Bruno Bianco.

O encontro não foi informado nas agendas oficiais divulgadas pelo Palácio do Planalto e pela AGU, e não tinha sido confirmado pelo governo até a última atualização desta reportagem.

Este não é o primeiro episódio de aproximação entre Bolsonaro e o ex-presidente da República. Em agosto de 2020, após uma explosão na capital do Líbano deixar mais de 150 mortos, Jair Bolsonaro anunciou que a missão de ajuda enviada a Beirute seria capitaneada por Temer – descendente de libaneses.

Os dois presidentes também devem conversar sobre os atos de caminhoneiros bolsonaristas que, nos últimos dias, vêm bloqueando rodovias federais em todo o país. Em 2018, o então presidente Michel Temer enfrentou protestos similares, mas com pautas diferentes.

Crise entre poderes

A crise entre os três poderes se arrasta há meses, mas ganhou novo impulso após os discursos de Bolsonaro, em atos em Brasília e São Paulo, no feriado do 7 de Setembro.

Em sua fala, Bolsonaro voltou a atacar o sistema eleitoral brasileiro, outros integrantes do STF e governadores e prefeitos que tomaram medidas de combate à Covid. E afirmou que não vai mais cumprir as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O discurso gerou reações contundentes dos presidentes do STF, Luiz Fux, e do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.

Os presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), divulgaram pronunciamentos gravados nesta quarta (8) em que pediram a pacificação, mas evitaram comentar o conteúdo das declarações de Bolsonaro.

Por Delis Ortiz, TV Globo — Brasília


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