31/12/2021 às 07h53min - Atualizada em 31/12/2021 às 07h53min

RETROSPECTIVA 2021 – Bambas do samba, músicos gigantes e vozes sertanejas saem de cena com legados imortais

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 RETROSPECTIVA 2021 – As mortes dos jovens cantores sertanejos Maurílio Delmont Ribeiro (15 de fevereiro de 1993 – 29 de dezembro de 2021) e Yago (11 de fevereiro de 1992 – 29 de dezembro de 2021), ambas ocorridas na tarde de hoje, engrossam a lista de perdas na música brasileira ao longo de 2021. A morte calou grandes vozes e silenciou os toques de instrumentistas que fizeram a diferença na música do Brasil.
 

Como falar da sonoridade da Jovem Guarda sem mencionar o órgão fundamental de Lafayette Coelho Varges Limp (11 de março de 1943 – 31 de março de 2021)?

Como falar da beleza da música clássica brasileira sem citar o toque assombroso do piano de Nelson Freire (18 de outubro de 1944 – 1º de novembro de 2021), ícone do gênero em escala planetária?
 

Como falar do afro-jazz brasileiro sem citar com louvor o trabalho do maestro Letieres Leite (8 de dezembro de 1959 – 27 de outubro de 2021) na condução da Orkestra Rumpilezz, orgulho da Bahia e do Brasil?

Como falar da expansão do jazz nacional pelo mundo sem glorificar o sopro do trombone de Raul de Souza (23 de agosto de 1934 –13 de junho de 2021) e o toque amazônico do violão de Sebastião Tapajós (16 de abril de 1942 – 2 de outubro de 2021)?
 

Como falar da eletricidade do som de Alceu Valença sem dar o devido crédito ao toque do guitarrista Paulo Rafael (11 de julho de 1955 – 23 de agosto de 2021)?

Todos esses músicos gigantes saíram de cena em 2021, mas ficaram imortalizados no panteão dos maiores instrumentistas de todos os tempos. Assim como estão imortalizados bambas do samba que foram morar no infinito,

casos do portelense Monarco (17 de agosto de 1933 – 11 de dezembro de 2021) e do mangueirense Nelson Sargento (25 de julho de 1924 – 27 de maio de 2021), compositor de um dos mais belos hinos de resistência do samba, Agoniza, mas não morre, lançado em 1978 na voz de Beth Carvalho (1946 – 2019).
 

Tal como o samba e como o soul de Cassiano (16 de setembro de 1943 – 7 de maio de 2021), estarão sempre vivas na memória popular as vozes icônicas dos cantores Agnaldo Timóteo (16 de outubro de 1936 – 3 de abril de 2021), Dominguinhos do Estácio (4 de agosto de 1941 – 30 de maio de 2021), Genival Lacerda (5 de abril de 1931 – 7 de janeiro de 2021) e Marília Mendonça (22 de julho de 1995 – 5 de novembro de 2021).
 

Por ser inesperada e prematura, a saída de cena dessa cantora que abriu alas para as mulheres no universo sertanejo deixou o Brasil em estado de choque. Contudo, Marília vive no coração do imenso público que conquistou.

Parafraseando versos do poeta Sérgio Natureza na canção Eternamente (parceria com Tunai lançada em 1983 na voz de Gal Costa), todos esses artistas deixaram para os respectivos públicos inesquecíveis sensações que sempre vão ficar para nos fazer lembrar de tantos momentos bons, do que não passará.


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