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07/09/2021 às 09h23min - Atualizada em 07/09/2021 às 09h23min

“Será um triste 7 de setembro

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Meio
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Míriam Leitão: “Será um triste 7 de setembro. Em vez de data nacional a ser celebrada por todos, será o dia em que Bolsonaro tentará amedrontar o país convocando os seus radicais para as ruas e usando o aparato do Estado brasileiro, inclusive policiais militares. Isso para parecer forte, quando sabe que está cada vez mais fraco.” (Globo)

Carlos Alberto dos Santos Cruzgeneral da reserva e ex-ministro da Secretaria de Governo: “Neste ano, o feriado e as cores nacionais foram sequestrados por interesses políticos. Os fanáticos não representam a maioria da população ordeira que se manifesta. Extremistas não representam aqueles que votaram por transformações em ambiente de paz, legalidade e prosperidade. A grande massa das pessoas de bem, motivada por boas intenções, não deve servir de escudo para extremistas, irresponsáveis e inconsequentes. O 7 de Setembro é dia de celebração e não deve ser transformado em dia de conflito.” (Estadão)

Raul Jungmann, ex-ministro da Defesa: “O Presidente encontra-se mais e mais isolado. Não detém força para promover um golpe de Estado. Mas, de promover distúrbios, conflitos e violência, sim. Todos devemos nos preocupar com isso. Porém, as instituições, a mídia, a sociedade e o empresariado têm reagido crescentemente.”(Estadão)

Ricardo Rangel: “Economia, saúde, educação, meio ambiente, relações externas, ciência, cultura… não há caso registrado de presidente que tenha cometido tantos erros, em tantas áreas, quanto o atual. Há indícios, no entanto, de que a conclamação para o ‘golpe’ (ou seja lá o que for) possa ter sido não apenas o maior dos erros de Jair Bolsonaro, mas o erro definitivo.” (Veja)

Hélio Schwartsman: “Bolsonaro já deu pistas sobre suas intenções quando declarou ter três alternativas para o futuro: ‘estar preso, ser morto ou a vitória’. Dessas, a prisão me parece hoje a mais provável, mas o presidente há de preferir a terceira. Resta indagar o que seria, a essa altura, uma vitória para Bolsonaro. Acredito que, sem acontecimentos mais dramáticos no Dia da Pátria, a única vitória que Bolsonaro poderá extrair serão imagens de uma Avenida Paulista razoavelmente cheia.” (Folha)

Joel Pinheiro da Fonseca: “Há dois anos Bolsonaro e seus bajuladores vêm nos ameaçando com um autogolpe que até agora não veio. Também não acredito que virá nesta terça. Com o debate público cada vez mais moldado pelas redes sociais, mostras ostensivas de poder e provocações bombásticas são mais valorizadas pelos fã-clubes políticos (não só de Bolsonaro) do que realizações. Os protestos se encaixam nessa lógica: não atingem resultados nem garantem novos votos. Cheios de som e fúria, não significam nada.” (Folha)

Eliane Cantanhêde: “Pergunte-se aos manifestantes o que Bolsonaro fez de bom para o Brasil nas mais variadas áreas e eles não terão o que dizer. Sem nada a favor, a resposta será com ataques e inverdades contra os Poderes da República e os que cobram o que o presidente é incapaz de oferecer: governo, estabilidade, conhecimento e equilíbrio pessoal. O que interessa a ele e seus seguidores não é nada disso, é a foto, a foto para manter o mito de pé.” (Estadão)

Merval Pereira: “Não é normal chegarmos ao ponto de ter data marcada com antecedência para um golpe de Estado. E, quando o dia chega, como hoje, não se sabe o que pode acontecer. Bolsonaro avança contra marcos democráticos como liberdade de expressão e direitos humanos alegando estar defendendo essas mesmas liberdades. Estamos numa situação-limite. Depois das manifestações, teremos uma visão clara do que pode acontecer no país.” (Globo)

Diogo Mainardi: “Jair Bolsonaro tenta achacar o resto da sociedade dizendo que é capaz de provocar uma ruptura. Na verdade, porém, a ruptura já ocorreu. A parcela minimamente civilizada da sociedade brasileira, que é majoritária, nunca mais vai se conciliar com os 580 mil mentecaptos que, hoje, pretendem ir às ruas para pisotear 580 mil cadáveres. Essa ruptura jamais será remendada.” (Antagonista)

Helena Chagas: “Agora, até o 7 de setembro está sedo vilipendiado por uma manifestação golpista, convocada por um presidente golpista. Mas é, ou deveria ser, uma festa de todos os brasileiros, sem donos. Quem gosta vai, quem não gosta, fica em casa. Mas sem medo, porque, como se dizia antigamente, o Brasil é nosso, e não do Bolsonaro e seus fanáticos. O grito a ser entoado neste dia da Independência deveria ser: Bolsonaro, devolve a minha pátria!” (Divergentes)


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