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06/06/2024 às 14h09min - Atualizada em 10/06/2024 às 05h52min

O que esperar de quem estamos esperando

Especialista em amamentação comenta os comportamentos diversos dos recém-nascidos e as expectativas maternas

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A especialista em amamentação, Débora Araújo
Seja ou não a primeira gestação, há um misto de emoções e expectativas sobre o comportamento do bebê que vai chegar. Mas, geralmente essas expectativas da família em relação ao comportamento do recém-nascido são completamente diferentes da realidade, segundo a especialista em amamentação, Débora Araújo. “Por mais que a gente escute que ter um recém-nascido em casa dá trabalho, que a gente não vai dormir bem porque o bebê não dorme muito bem, tem sempre o outro lado, o das pessoas que tiveram filhos que dormiam a noite inteira, ficavam super bem no carrinho e coisas assim”, conta a profissional.
Débora explica que é preciso entender os comportamentos fisiológicos do bebê para que não surtar diante da realidade que é ter um recém-nascido em casa. Ela destaca que os ciclos de sono da criança, por exemplo, são diferentes do nosso e que não é esperado que um recém-nascido fique fora do colo, ambiente mais confortável para ele, principalmente nos três primeiros meses, quando se vivencia a exterogestação – período gestacional pós-parto.
Essa expectativa irreal do comportamento do recém-nascido leva a muitos problemas na amamentação, pois esperamos um bebê completamente diferente do real. “Toda essa frustração acaba caindo na conta da amamentação. Tudo é culpa do peito. Então, ele só fica no colo porque a mãe amamenta a criança o tempo todo... Quando na verdade a maior necessidade é realmente, inclusive falando de amamentação, entender minimamente o comportamento fisiológico dessa criança”, explica a especialista.
Débora Araújo conta que cada bebê terá um comportamento diferente, até porque são indivíduos diferentes e essa regra se estende à amamentação. “Não é porque, por exemplo, eu tive uma amamentação bem sucedida da primeira vez que eu vou ter necessariamente uma nova amamentação bem sucedida, ou vice-versa”, afirma. Para ela, falar de amamentação é falar de um processo, que é vivenciado por dois indivíduos diferentes – a mãe e o bebê. E Essa mãe também não é mais a mesma mãe, que amamentou a primeira criança.  Muitas coisas podem ter acontecido entre uma gestação e outra, entre o nascimento de um bebê e do outro. A especialista ressalta que é sempre necessário olhar a amamentação individualmente. “E quando digo individualmente é também em experiências, porque essa mãe e esse bebê terão outras configurações na hora da amamentação”, diz.
A especialista em amamentação desmistifica também o fato de que só existem dois caminhos para amamentar. Ou eu amamento exclusivamente no peito ou eu amamento exclusivamente na mamadeira com fórmula. Para ela, nesse trajeto existem vários caminhos, que podem e devem ser seguidos, de acordo com cada família. “É cada família, é cada processo, é cada mãe, é cada bebê, é cada mama, é cada produção de leite. É tudo individual, não existe uma receita de bolo”, conclui.
 

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AMANDA MARIA SILVEIRA
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