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26/10/2021 às 08h57min - Atualizada em 26/10/2021 às 08h57min

CPI pedirá banimento de Bolsonaro das redes sociais

Meio
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O relatório final que a CPI da Pandemia vota hoje vai incluir uma denúncia contra as mentiras que o presidente Jair Bolsonaro disse em sua live da última quinta-feira. Na noite de ontem, a exemplo do que haviam feito o Facebook e o Instagram, o YouTube expurgou a live e, seguindo seu código de conduta, bloqueou por uma semana a conta de Bolsonaro. No vídeo, citando supostos “relatórios oficiais do Reino Unido”, ele disse que pessoas completamente vacinadas contraíam HIV “mais rapidamente que o esperado”. A mentira foi repudiada por associações médicas e políticos. Além da inclusão do incidente no relatório, o vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse que a comissão vai encaminhar um ofício ao STF pedindo que Bolsonaro se retrate. Até um aliado fiel, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), criticou Bolsonaro, dizendo que, se o que ele disse não tiver base científica, deve “pagar sobre isso”. (Globo)

Randolfe Rodrigues: “Encaminharemos ofício ao ministro Alexandre de Moraes, pedindo que Bolsonaro seja investigado por esse absurdo no âmbito do inquérito das fake news e recomendaremos às plataformas de redes sociais a suspensão e/ou o banimento do presidente.” (Metrópoles)

O governo do Reino Unido negou a existência de qualquer relatório que sustente a fala de Bolsonaro sobre relação entre vacinas e Aids. (g1)

Na tentativa de justificar a live, Bolsonaro e seus seguidores distorceram uma reportagem publicada em outubro do ano passado pela revista Exame sobre a preocupação de quatro cientistas quanto a riscos de um determinado adenovírus usado em vacinas aumentar as chances de contágio por HIV. Além de o caso não envolver qualquer relatório oficial britânico, a própria reportagem já dizia não ter sido comprovada a redução na imunidade. (Folha)

Ontem, tanto a Exame quanto a Forbes, que também publicou reportagem sobre o assunto há um ano, atualizaram suas matérias na internet para evitar que fossem usadas na propagação de notícias falsas.

Na manhã de ontem parlamentares do PDT e do PSOL apresentaram ao STF uma notícia-crime contra Bolsonaro pela divulgação de informações falsas em sua live. O relator, escolhido por sorteio eletrônico, é o ministro Luís Roberto Barroso, alvo de contínuos ataques do presidente antes de sua atual trégua com o Judiciário. Barroso encaminhou à PGR pedido de investigação sobre o caso. (UOL)

Mas nem só de Bolsonaro vive a CPI. O relatório final vai incluir os pedidos de indiciamento de mais dez pessoas, entre antigos e atuais funcionários do Ministério da Saúde e empresários. Randolfe Rodrigues diz não ter dúvidas de que o relatório será aprovado hoje. (Metrópoles)

Ex-deputado e condenado no mensalão do PT, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou ontem um vídeo convidando o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e seguidores a se filiarem à legenda. Parlamentares do PL e interlocutores de Costa Neto têm procurado Bolsonaro, que está sem partido para concorrer à reeleição. Mas o PL não está sozinho na pretensão. O PP, maior legenda o Centrão, também quer Bolsonaro, a despeito da resistência dos diretórios nordestinos, assim como o PTB — nesse caso, porém, a resistência maior é do clã presidencial. (Poder360)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para hoje o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão nas eleições de 2018. A campanha dos dois é acusada de abuso de poder econômico pelo disparo em massa de mensagens em redes sociais. Fontes ligadas à Corte dizem que a expectativa é que o relator, ministro Luís Felipe Salomão, faça um voto duro contra o uso ilícito das redes, mas que o julgamento seja interrompido por um pedido de vistas, mantendo a pressão sobre Bolsonaro. (Globo)


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