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25/10/2021 às 08h38min - Atualizada em 25/10/2021 às 08h38min

O Facebook expurgou de seu aplicativo e do Instagram, na noite de ontem, a íntegra da tradicional live presidencial da semana passada.

Meio
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O Facebook expurgou de seu aplicativo e do Instagram, na noite de ontem, a íntegra da tradicional live presidencial da semana passada. Inacreditavelmente, sem qualquer indício neste sentido que seja, Jair Bolsonaro fez uma associação falsa entre a vacina contra a covid-19 e a Aids. Com um papel impresso na mão, afirmou que “relatório oficial do Reino Unido” apontava que os “totalmente imunizados” desenvolviam Aids “muito mais rápido do que o previsto”. Bolsonaro teve um vídeo bloqueado em março por defender a cloroquina, mas foi a primeira vez que o arquivo com sua live foi tirado do ar. (Folha)

Aliás... Cá vale uma nota do editor. Mentira escancarada neste nível mesmo Bolsonaro costuma evitar. Mas faz parte de sua cartilha de métodos criar confusões do nada para distrair do noticiário real. Casos, por exemplo, do estouro do teto de gastos e do relatório da CPI que o acusa de crimes contra a humanidade.

A associação descabida entre vacina e Aids causou revolta entre cientistas e políticos. A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) desmentiu a alegação e repudiou a circulação de notícias falsas sobre a covid-19 e a Aids. (Globo)

Com votação prevista para amanhã, o relatório da CPI da Pandemia recebeu no fim de semana um adendo do senador Eduardo Braga (MDB-AM) tratando da crise do oxigênio no Amazonas. Aliado do relator Renan Calheiros (MDB-AL), Braga pede o indiciamento do governador Wilson Lima (PSC) e do ex-secretário estadual de Saúde Marcellus Campêlo por crimes como prevaricação e epidemia resultando em morte. (Globo)


Mas, em que pese o discurso alinhado e os afagos, a situação do ministro foi instável nos últimos dias da semana. Como revelou Valdo Cruz, dois representantes de Bolsonaro estiveram em São Paulo sondando possíveis substitutos para Guedes. Havia o temor de que ele se demitisse diante do ataque à política fiscal, mas isso não aconteceu, e o ministro incorporou o discurso da necessidade de elevar o Auxílio Brasil. Com isso, Bolsonaro foi na tarde de sexta-feira ao Ministério da Economia sacramentar a rendição, dizendo ter “confiança absoluta” em Guedes, que, por sua vez, negou ter pedido demissão, como circulou em Brasília. (g1)Para emplacar o Auxílio Brasil de R$ 400 e o consequente estouro do teto de gastos, Jair Bolsonaro obteve a anuência do ministro da Economia, Paulo Guedes, tido como o liberal mais ortodoxo a ocupar o cargo. Como uma indicação de que o ministro não será um entrave às iniciativas do governo, Bolsonaro afirmou ontem que ele e Guedes vão “sair juntos” e “bem lá na frente”. O estouro do teto custou a saída de quatro integrantes do Ministério da Economia e uma reação forte do mercado financeiro, mas Guedes mostrou mais uma vez alinhamento com Bolsonaro e cobrou do Congresso aprovações de reformas que, segundo ele, viabilizariam o auxílio de R$ 400. (Poder360)

Mas o estrago no mercado já estava feito. O drible no teto de gastos mexeu com o Ibovespa, o principal índice do mercado de ações brasileiro, que encerrou a semana com o pior fechamento do ano e acumulou um tombo de 7,28%, a pior queda no período, voltando ao patamar de novembro do ano passado. No fim do pregão, o índice terminou a sessão em queda de -1,34%, aos 106.296 pontos. O dólar chegou a bater os R$ 5,72, mas fechou com queda de -0,70%, cotado a R$ 5,63. (InfoMoney)

Com a quebra do teto, os remanescentes da área técnica do Ministério da Economia veem fragilidade fiscal e temem novos avanços da ala política do governo para viabilizar projetos de potencial eleitoral. (Folha)

Aliás... Embora seja feito com o objetivo de reeleger Bolsonaro, o desmonte do teto para o Auxílio Brasil vai deixar uma bomba-relógio para explodir no colo do presidente que assumir em janeiro de 2023, dizem especialistas. (Estadão)

Míriam Leitão: “A confusão feita pelo governo nos últimos dias vai impactar o país por muitos anos. Os juros vão subir mais para compensar a incerteza da política fiscal. O país crescerá pouco no ano que vem e os economistas já falam em estagflação. Enquanto isso o mundo estará crescendo forte. Foi uma semana de mentiras, desrespeito às leis fiscais e muita demagogia para tentar desviar a atenção do fato de que o presidente Jair Bolsonaro foi acusado de cometer nove crimes, entre eles o crime contra a humanidade.” (Globo)


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